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2010-12-14

Brasil ocupa 53° no Pisa

Por Jussara Caetano
Na última semana foi publicado o resultado do Pisa 2009 (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que busca medir o conhecimento de alunos com 15 anos de idade nas áreas de leitura, matemática e ciências de países membros e não membros da OCDE (Organização para cooperação e desenvolvimento econômico).


O Brasil ocupa o 53° lugar entre os 65 países participantes. O foco este ano foi a leitura, requisito que o Brasil teve uma leve evolução na nota de leitura passando de 396 em 2000 para 412 em 2009. O país ainda foi o que apresentou o terceiro maior desenvolvimento na década entre os participantes.


No dia 7 de dezembro o jornal francês Le Monde publicou um artigo que ressaltava os problemas enfrentados pela educação no Brasil, mostrando que apesar de melhorar seu índice no Pisa ainda existem problemas a serem resolvidos com crítica ao governo Lula sobre os investimentos em educação.


Entre os fatores que agravam a péssima situação da educação no país o jornal destaca a falta de professores formados nas respectivas áreas que atuam. Na questão do ensino superior o destaque foi para a quantidade de universidades privadas que não para de crescer, privilegiando camadas sociais mais altas.


Apesar do bom desempenho no Pisa 2009, a realidade educacional do país é degradante, existe uma enorme taxa de analfabetismo e educação de qualidade é elitizada. Nos últimos anos o crescimento de faculdades com baixo custo que oferecem uma formação de baixa qualidade, esse crescimento é conseqüência da educação básica deficiente e da exigência do mercado de trabalho.

2010-12-11

Dica de Vídeo

Por Pedro Moutropoulos

Um dos criadores do blog "Falha de S. Paulo", Lino Bocchini fala sobre o processo judicial que ele e seu irmão, Mario, estão sofrendo por parodiar um dos maiores jornais do país.
A entrevista foi realizada por André Bontempo, Guilherme Zocchio e Pedro Moutropoulos, para a disciplina de Videojornalismo II.


2010-12-10

Bicicletas e Carros

por Rafael Albuquerque

Contando com entrevista exclusiva da videoreporter Renata Falzoni, os problemas da convivência no trânsito da cidade de São Paulo são postos em xeque.
Reportagem produzida por André Biernath, Felipe Khouri, Lucas Martinez e Rafael Albuquerque.

Não perca!

30 anos de morte, 30 anos revivendo-o


Por Silvia Kiefer


Amanhã se encerra a semana que completou 30 anos da morte de um dos mais polêmicos e complexos artistas da modernidade. John Lennon, fundador da maior banda de rock de todos os tempos, foi assassinado no dia 8 de dezembro de 1980, pelo fã ao qual deu seu último autógrafo e o qual declarou que nunca mais seria esquecido após acabar, precocemente, com a vida do músico que se tornou o ícone da luta pela paz, durante a Guerra do Vietnã, e pela justiça social.


Ativista político, foi perseguido pela CIA por um longo período. Era fonte de preocupação do presidente Nixon que temia as consequências que as atitudes de Lennon poderiam trazer para a imagem de seu governo. Nesta época, John fez ecoar pelo mundo o refrão de Give Peace a Chance ( http://www.youtube.com/watch?v=acb15JsCGSk ), que incomodou bastante os líderes da guerra. O "soldado da paz", que se apresentou no lendário concerto de 1972, em Madison Square, Nova York, deixou uma legião de fãs que, junto com ele, tinham esperanças de construir um mundo melhor.

John Lennon se engajou mais intensamente quando se uiniu à Yoko Ono, a artista plática japonesa que foi o grande amor de sua vida e que realizou, ao seu lado, além da busca pela fama na convivência com os Beatles, grandes composições e protestos por uma sociedade igualitária. O relacionamento do casal foi tão intenso e a obsessão de John pela mulher, tamanha, que atrapalhou, ainda mais, o compromisso do artista com a sua banda, o que já não caminhava bem há algum tempo, e fez com que ele inserisse, em seu sobrenome, o da esposa, tornando-se John Ono Lennon. "Eu comecei a banda, eu acabei com ela. É simples assim. Quando afinal tive culhões para dizer aos outros três... Eles sabiam que era pra valer. Sem dúvida me senti culpado por avisá-los de modo tão abrupto. Afinal, eu tinha Yoko; eles tinham apenas uns aos outros".

Mesmo depois do fim dos Beatles, John continuou tendo sucesso e mostrando a qualidade de suas produções, que envolviam sentimento próprios, amor, angústias, tristezas e traumas familiares, como Mamma Don't Go e Daddy Come Home. A infância do músico de Liverpool foi bastante conturbada, pois envolveu o seu abandono pelo pai, a morta da mãe e a descrença da tia no potencial do garoto. Os momentos de desabafo ao compôr definiram o caráter de Lennon como narcisista. Característica esta, que se opôs ao estilo de Paul McCartney que era mais subjetivo e não necessariamente falava de si ao produzir suas canções.

Frente ao sofrimento pelo qual passou John, e frente a tantos questionamentos que fazia, procurou respostas em tudo. Foi seguidor de gurus, usou todos os tipos de drogas e, em suas músicas, propôs alternativas a um mundo que, em sua cabeça estava "de pernas para o ar". A famos Imagine (http://www.youtube.com/watch?v=-b7qaSxuZUg&feature=list ) é um grande exemplo disso.

O ex-Beatle, que comemorou nesta quarta feira seu 30º aniversário de grandes memórias, ganha cada vez mais fãs, e de todas as idades. Seu legado é inconfundível, inesquecível, e um dos principais, se não for o principal, marcante dos movimentos de contra-cultura da segunda metado do século XX.

O site da revista BRAVO! ( www.bravonline.com.br ) está com um "especial John Lennon" dentre seus assuntos recentes, em função da revista dedicada ao artista, que foi publicada em novembro. Vale à pena conferir e assitir aos vídeos da história do artista em todas as fases da sua carreira.



Encontre causas sociais pela rede social

Por cultura cidadã

A mais nova rede social, Jumo, criada por um dos co-fundadores do Facebook, Chris Hughes, quer conectar pessoas a causas e movimentos sociais que proponham mudanças positivas para o mundo. A intenção é tornar mais fácil conhecer iniciativas espalhadas por vários lugares que tenham objetivos comuns.

Com funcionalidades semelhantes às do Facebook e do Twitter, o Jumo permite que o usuário não apenas descubra uma série de movimentos, campanhas e ONGs atuantes em suas áreas de interesse, mas também os siga pela ferramenta, acompanhe suas ações, curta as iniciativas mais interessantes e compartilhe informações com seus amigos. Ainda é possível opinar sobre a atuação dos projetos, contribuir com conhecimentos e ideias e até mesmo doar dinheiro para as causas que desejar.

As ONGs e projetos interessados em participar do Jumo podem criar uma página na rede, como acontece no Facebook.

Jumo, que na língua africana Yoruba, significa “juntos em concerto”, foi idealizado por Hughes, após o terremoto que atingiu o Haiti, em janeiro deste ano. Isso porque, na ocasião, a mobilização mundial usou a internet como um ponto de encontro de diferentes iniciativas de todas as partes do globo.

A invenção ainda divide opiniões. Há os que dizem que Jumo não traz nenhuma mudança significativa ao papel que as redes sociais já vêm desempenhando, e outros que defendem que a aproximação entre os internautas e as instituições tem o poder de catalisar ações online e offline.
Polêmicas à parte, antes de entrar em funcionamento, a rede social já contava com 66 mil usuários registrados no início de novembro e, em seu primeiro dia no ar, agrupava mais de 3.500 organizações, como grupos ambientalistas e ativistas de direitos humanos. Para fazer parte do Jumo, o usuário precisa ter uma conta em outra rede social bem conhecida de Hughes, o Facebook.

Conheça o Jumo

2010-12-07

COP 16

Por João Ricardo Moreira


Acontece nessa semana em Cancún, México, a 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática, conhecido também como COP 16. E um dos principais assuntos discutidos na reunião desse ano é o Protocolo de Kyoto e sua restrição às emissões de CO2. Países como Japão, Rússia, Canadá e Austrália defendem o retrocesso, sendo claramente a favor do fim imediato do Protocolo.

Chefes de estado e ministros de inúmeros países repetem a mesma cena de encontros anteriores: muitas negociações, chantagens, jogos políticos e cara de pau. E o real motivo para todos estarem ali (o Meio Ambiente) reunidos sendo preterido em prol de um interesse muito maior, como acelerar o desenvolvimento sem ser atrapalhado pelo Meio Ambiente.

Isso mesmo! Você não leu errado. A preocupação de todos que estão ali é como podem competir economicamente no cenário mundial sem que a natureza seja um empecilho para tal. Quando, na verdade, o pensamento deveria ser de como desenvolver as nações sem prejudicar o Meio Ambiente.

Países como China, Brasil e alguns integrantes da União Européia são mais "bonzinhos" do que os países "radicais" que defendem o fim imediato do compromisso. Sugeriram uma nova fase do Protocolo, mais maleável e permissível, possibilitando o crescimento dos países em desenvolvimento, adotando novos níveis de emissão de CO2.

Peraí, né!!! Quando se imagina que a onda verde e consciente que está empurrando a sociedade ao redor do mundo vá atingir também aqueles que governam, esses "assassinos da Terra" dão mais um passo em direção à sua destruição.

Bom, felizmente não é só toda essa babaquice que continua marcando esses encontros. Os protestos e atos em frente ao local das reuniões continuam cada vez mais criativos e a todo vapor, incomodando, nem que seja só um pouquinho, aqueles que teimam em fazer vista grossa à situação do Planeta Terra.





Da próxima vez, sugiro que o encontro seja marcado para a costa da Louisiana para que os líderes mundiais possam relaxar e se banharem nas oleosoas águas do mar do Golfo "batizadas"pela British Petrolium.








Intercâmbio cultural de estudantes brasileiros no Japão

Por Bárbara Vidal

Em janeiro de 2011, estudantes atendidos pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) irão ao Japão para integrar um intercâmbio cultural promovido pelo governo japonês.

O programa chama-se “Ship for World Youth”, que pode significar navegando pela juventude mundial – em tradução livre – e ele contará com a participação de 300 jovens brasileiros, do Japão e de outros 11 países convidados.

Já em sua 23ª edição, o programa criado em 1988, tem a sexta participação do Brasil. Em edições anteriores a seleção dos jovens brasileiros havia sido feita por universidades federais. No entanto, este ano, por decisão do Ministro da Educação, Fernando Haddad, a seleção foi de universitários vinculados ao ProUni, realizada pelo MEC entre os estudantes do curso de Ciências Sociais com as melhores notas no Exame nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008, e que declararam falar inglês fluente – habilidade exigida pelo Programa.

Seu objetivo é desenvolver a cooperação internacional e as relações interpessoais dos jovens, com idade entre 19 e 29 anos, visando também a melhora na capacidade de liderança de cada um deles. Com duração de 51 dias, com início em janeiro, o programa contará com a participação dos jovens em diversas atividades em um cruzeiro marítimo, com visitas a cidades turísticas e atividades em terra nas cidades de Nagasaki, Naha, Tóquio e Yokohama.

Antes da viagem, os universitários entram em treinamento sobre o programa e participam de seminários sobre a cultura japonesa.

2010-12-06

Natal Consumista



Que o fim do ano é a época universal das compras, não é segredo para ninguém. Lojas e marcas utilizam do clichê de presentear quem se ama e levar o espírito natalino para o coração, para convencer todos de que comprar é o melhor remédio. E então, famílias e mais famílias, impulsionadas pelo bônus do décimo terceiro salário do ano, correm para os shoppings e deixam-se levar pela publicidade e pelos crediários, comprando quase que megalomaniacamemte.


Essa vontade exacerbada de querer consumir apesar de aumentar cada dia mais – hoje em dia, mais de 25% do que a Terra pode renovar - não vem de hoje. A relação dinheiro – felicidade há tempos é a garota propaganda do consumismo e leva pessoas de diversas idades e níveis sociais a associarem a qualidade do natal com a generosidade do Papai Noel. O bom velhinho mesmo, é uma grande vítima da publicidade.


Existe um mito muito antigo de que, em épocas passadas, o senhor barbudo e bonachão se vestia de uma maneira diferente. Suas roupas, um pouco menos feitas para o inverno, vinham nas cores verde e branco, com um cinto preto. O que aconteceu foi que, a Coca-Cola, em campanha a seus produtos, idealizou um Papai Noel vermelho e branco, combinando com suas cores padrões. Devido a baixa venda que a empresa tinha em épocas frias, a jogada de marketing não teria erro: no inverno norte-americano, o ícone do natal viria acompanhando uma garrafa de Coca, em belas propagandas. Existe ainda um outro mito de que o novo visual do velhinho foi criado pelo cartunista Tomas Nast, porém não restam dúvidas de que a Coca-Cola ajudou a difundi-lo mundialmente.


E já que estamos num mundo em que até as festas religiosas andam dominadas pelo comércio, nada mais útil do que aprender a não se deixar levar tão fácil. O Instituto Akatu, difusor de idéias sobre sustentabilidade, se preocupou com o natal dessa crescente mania de ser feliz adquirindo e criou um site, dando dicas de como praticar um consumo consciente nessa época do ano. Idéias como planejamento prévio de compras, confecção caseira dos presentes e negação à pirataria são incentivadas no site, além de textos sobre como evitar o desperdício de energia e o reaproveitamento de enfeites. A peocupação agora não é mais com as dívidas que cada pessoa pode adiquirir para si, mas com um mal coletivo. O Planeta Terra também sofre, e seus problemas podem ir muito além do ano que ainda nem começou.


por Gabriela Doninho

2010-12-05

Terça-feira decisiva para o chefão do futebol brasileiro

Após as denúncias da BBC de que o presidente da CBF, e responsável pela organização da Copa do Mundo de 2014, teria recebido propina de patrocinadores através de uma organização de fachada chamada Sanud, a empresa, com sede em Lichtenstein, volta a trazer preocupações para o cartola.

Nessa terça-feira, 7, será julgado o habeas corpus para que uma denúncia do Ministério Público contra Teixeira seja trancada. No dia 7 de maio de 2008, o MPF do Rio fez uma acusação ao cartola por “lavagem de dinheiro, crime financeiro nacional e crime tributário”, que foi acatada pela Justiça. Os crimes teriam sido realizados através da Sanud.

A denúncia do MPF foi feita com base em dados de relatórios da CPI do Futebol, de 2001, que indicam que cerca de 3 milhões de reais saíram da Sanud para o bolso de Ricardo Teixeira. Seus advogados, no entanto, negam que o presidente da CBF seja proprietário da empresa.

Ainda sobre as acusações feitas pela BBC, o Senador Álvaro Dias, ex-presidente da CPI do Futebol, disse à BBC Brasil que devem ser verificadas pelas autoridades brasileiras: "Tem de haver uma movimentação por aqui. Essas denúncias são novas, precisamos analisá-las".



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O programa da BBC sobre as irregularidades da FIFA, que trouxe as acusações contra Teixeira, dividido em dois blocos:


Entrevista com Pepe, o "Canhão da Vila"

Por Eduardo Ribeiro, Rafael Regis e Lucas Bueno,
da editoria de esportes

Que tal um pouco de história na editoria de esportes?

Mais um vídeo feito na aula de videojornalismo. Esta é uma entrevista realizada com o ex-jogador do Santos, Pepe.
Ele era conhecido como o "Canhão da Vila", devido à potência de suas cobranças de falta.

Durante a entrevista ele conta diversas histórias interessantes sobre seus tempos de jogador, vale a pena conferir.



2010-12-03

III Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural - Itaú Cultural




Itaú cultural
convida
pRINCÍPIOS iNCONSTANTES, p//i
III Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural
Data: 8 quarta, 9 quinta e 10 sexta de dezembro / Entrada franca
Horários: sempre duas sessões por dia: 17h30 e 19h30
Local: Itaú Cultural - Av. Paulista, 149 [metrô Brigadeiro - São Paulo-SP


pRINCÍPIOS iNCONSTANTES, p//i, é o nome da terceira edição do Seminário Internacional Rumos de Jornalismo Cultural. O seminário vai colocar na pauta de seu debate a prática do jornalismo frente às importantes transformações culturais vindas das tecnologias digitais. Isso por que é tarefa urgente considerar e valorizar as especificidades do jornalismo cultural e seu poder de atuação na sociedade. Reconhecer que a cultura ocupa, atualmente, um lugar estratégico no cotidiano das pessoas, amplia as potencialidades críticas do jornalismo cultural, que assim pode ser exercido como elo entre as diversas esferas sociais, inclusive a política.
Representantes da The New Yorker, The Guardian, UbuWeb, da Associação de Internacional de Pesquisadores da Internet (Aoir) e do MIT, Revista Época, Folha de S.Paulo, Scream & Yell entre outros importantes veículos e coletivos estarão presentes no Seminário.
O evento conta com a curadoria da jornalista Rachel Bertol, jornalista, colaboradora do jornal Valor Econômico para o suplemento cultural. Trabalhou para o suplemento literário do jornal Le Monde e no jornal O Globo durante 15 anos, dos quais 9 no suplemento de livros. 
Sobre as publicações do programa Rumos Jornalismo Cultural, edição 2009-2010
Na primeira noite do evento - dia 8/12 - após às mesas, serão lançados três publicações e distribuídas gratuitamente para todos que participarem dos debates, nesta noite.
São elas: a revista pRINCÍPIOS iNCONSTANTES, que reflete sobre os princípios e as necessidades (e oportunidades) de reinvenção do jornalismo cultural em função das novas tecnologias e mutações do trabalho do jornalista; o Mapeamento do Ensino de Jornalismo Digital no Brasil em 2010 um estudo original e inédito do estado da formação do jornalismo digital no País, resultado do trabalho dos professores selecionados pelo programa Rumos Jornalismo Cultural 2009-1010 e a :singular2, publicação multimídia que apresenta as reportagens produzidas pelos estudantes selecionados pelo programa Rumos, durante as atividades do Laboratório On-line de Jornalismo Cultural do Rumos Jornalismo Cultural.

PROGRAMAÇÃO  [mais informações no site http://www.itaucultural.org.br/. No final desta mensagem, informações sobre Certificados e organização do evento]

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A Partida da Morte

Pedro Sciarotta

Uma triste história do esporte que nos faz pensar sobre os direitos do cidadão e a história em que vivemos.


O Começo

O dia 22 de junho de 1941 está marcado na história. Foi quando Hitler começou a Operação Barbarossa, quebrando o pacto de não-agressão com a União Soviética. Os alemães rumaram para Kiev, na Ucrânia, e Minsk, na Bielorrúsia, dois países que faziam parte do regime "socialista". Os soviéticos foram pegos de surpresa, e não conseguiram evitar que em poucos dias as duas cidades fossem tomadas pelos nazistas.

Só em Kiev, foram capturados mais de 600 mil soldados soviéticos, logo abrigados em condições precárias. Os prisioneiros "inofensivos" puderam voltar a viver na cidade, agora tomada pelos alemães. E assim foi o caso de 8 jogadores do Dynamo Kiev, vivendo sem abrigo e sem comida nas ruas ocupadas.




Kiev destruída após o ataque nazista
Nossa história começa com Iosif Kordik. Kordik possuía ascendência alemã, e por isso era gerente na Padaria Nº 3 da cidade ocupada. Certo dia, ele encontrou o "gigante" Nikolai Trusevich, ex-goleiro do seu time Dynamo Kiev, andando pela cidade. Decidiu contratá-lo para a padaria, dando abrigo e comida para seu ídolo.

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Bullying – o mal das escolas

Em pleno século XXI, é deprimente afirmar que ações intimidadoras no ambiente escolar estão cada vez mais em pauta. Todos os dias, alunos do mundo inteiro sofrem com algum tipo de violência que é, muitas vezes, disfarçada na forma de ‘’brincadeira’’.

Os atos violentos que são cometidos em diversos ambientes, atualmente, são discutidos e divulgados através do termo ‘’bullying’’. Este post, no entanto, tem a intenção de enfatizar a violência que ocorre nas escolas, onde há muito tempo atrás o bullying vem sendo cometido, porém, de forma dissimulada. Com o passar do tempo, essa situação foi ganhando proporções assustadoras e, atualmente, é impossível fingir que tudo não passa de uma ‘’brincadeirinha’’.

Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados, geralmente, por pessoas desequilibradas. A palavra bullying, portanto, trata do isolamento intencional, dos apelidos maldosos, da amplificação dos defeitos estéticos, do amedrontamento, das gozações, extorsão de bens pessoais, imposição física para obter vantagens, passando pelo racismo e pela homofobia. Os alvos, geralmente, são os alunos que fogem dos padrões comuns à turma e que, por medo ou vergonha, sofrem em silêncio, situação que torna a vida escolar uma experiência traumatizante.

Estudos recentes mostram que esse comportamento pode ocasionar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico das vítimas de bullying, que vão desde queda de auto-estima até tragédias como o suicídio. Enquanto os autores dessa prática podem desenvolver comportamentos de risco, atitudes delinqüentes ou criminosas e acabar tornando-se adultos violentos.
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Durante a vida escolar é comum testemunharmos ou, até mesmo, sermos vítimas de risadinhas, fofocas e apelidos. Professores, pais e alunos, muitas vezes, não se importam muito com esse tipo de comportamento que está longe de ser inocente. Não é difícil encontrar exemplos de casos em que esse tipo de violência tenha acarretado conseqüências graves no Brasil. Outra preocupação é o fato de que essa prática está atingindo faixas etárias cada vez mais baixas, como crianças nos primeiros anos escolares e, com o avanço da idade dos alunos, esse comportamento tem tendência a aumentar. Desse modo, é importante ressaltar que se a escola não toma providências, o ambiente fica contaminado e os alunos são afetados negativamente. As crianças e os adolescentes que passam por essa situação podem crescer com problemas de relacionamento e desenvolver comportamentos agressivos.

Com esse cenário presente na grande maioria das escolas, resta a pergunta: ''O que fazer para eliminar o bullying?'' Esta é uma questão difícil de ser respondida, porém, algumas escolas já adotam projetos pedagógicos que possuem medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying. Reuniões e palestras devem ser realizadas regularmente entre pais, professores e alunos. É extremamente necessário que a escola e os estudantes (agressores, vítimas e testemunhas) atuem como uma força conjunta para que esse mal, que assola tantas crianças e adolescentes, seja combatido rapidamente.

2010-11-29

Reforma Verde



 Estamos carecas de saber que pensamento ecológico não é o forte do brasileiro. Fico me questionando, na realidade, qual seria o motivo de tamanho desleixo com nossas cidades. Afinal, a primeira coisa que deveríamos fazer seria nos preocupar com nosso tão rico meio ambiente e levantar a bandeira verde para cuidar de nosso país.

 Todos os dias nas ruas de São Paulo a coisa mais fácil que há é se deparar com atitudes que vão contra qualquer mínima noção não apenas de ecologia como de pura cidadania. É claro que jogar um papel na rua, mesmo com uma lixeira a menos de 5 metros de distância, é muito mais rápido e fácil, sempre com a lei do mínimo esforço prevalecendo.

 Este exemplo, sem dúvidas, é o mais simples e corriqueiro. Porém existem inúmeros outros tão graves quanto que nos deparamos todos os dias e na maioria das vezes nem paramos para pensar no que está acontecendo. Tentar economizar água, reciclar o lixo e sair de carro o menos possível são coisas que nem ao menos passam pela cabeça de muitos.

 A questão é: qual o real motivo de tanta falta de sensibilidade? Para mim, tudo deve começar, lógico, em casa. Mas como isso não acontece, o mínimo seria começar dentro das salas de aula, em todas as escolas brasileiras. O problema é que esta noção de educação ecológica é esquecida até nas escolas conceituadas como “nota 10”.


 Na minha própria educação escolar, me lembro de poucas vezes em que me passaram problemas ecológicos ou que algum professor tenha trabalhado algo como “cuide do meio ambiente”. Passaram sim, claro, mas não do jeito que deveria ser feito. Parecia mais algo superficial, de segundo plano. Matemática sempre foi mais importante.


 É chegado o momento de se haver nesse país uma verdadeira virada de mesa, uma reversão completa de valores vigentes. Está mais do que na hora dos nossos governantes elaborarem um abrangente plano sócio-educativo, que abarque diversos setores da sociedade civil de forma a realizar essa importante tomada de consciência. No capitalismo globalizado a mudança deve ser rápida e abrangente, indo das escolas públicas e privadas até verdadeiros mutirões de informação e conscientização. Chega de ensinar matérias herméticas da ciência clássica para nossas crédulas crianças. Devemos relacionar o aprendizado sempre aos temas ambientais, de forma a dotá-lo de sentido prático, e assim começarmos a construir a nossa sociedade que queremos no futuro, que é, cada vez mais, uma sociedade justa, igual, e – sobretudo – verde !


Aline Aurili, Cora Rodrigues, Marília Marrafon e Marina Ribeiro

2010-11-28

Rio é prato cheio para vampiros da mídia


Nesta semana, o Rio de Janeiro virou palco de uma guerra civil envolvendo a polícia e os traficantes de drogas, que dominam as regiões das comunidades carentes no estado. O conflito entre as partes já ocorre há anos e não era novidade, mas as fortes imagens produzidas pela ocupação das comunidades pelas forças militares - por meio de veículos que mais se parecem com verdadeiros tanques de guerra - deram à mídia sensacionalista uma nova mina de ouro, um novo artifício para explorar o telespectador.

Algumas emissoras, particularmente interessadas na guerra contra o tráfico de maneira mais intensa, elaboraram uma nova grade de programas, dando maior tempo a atrações policiais que se sustentam à base de sangue. No decorrer das investidas policiais, a cada tiro disparado, uma nova chamada no rodapé do televisor e uma nova tomada aérea. Está montada a sociedade do espetáculo. A novela, vista em horário nobre, ficou esquecida. Para que ver a ficção se a novela da vida real, ali, perto de você, é mais divertida?

O resultado da espetacularização desta verdadeira guerra civil entre traficantes e polícia militar no Rio de Janeiro não poderia ser diferente. Telespectadores, mesmo vendo a mesma temática por horas, o dia inteiro, são vítimas da forma como lhes são apresentadas as informações. Enquanto a situação completamente absurda no Rio poderia levar pessoas a refletirem sobre as verdadeiras causas, as verdadeiras formas de combater tamanho problema, a televisão - meio de entretenimento do brasileiro - faz da guerra uma nova atração. E se, ao invés de apresentadores sedentos por disparos de fuzis, os programas levassem ao público debates sobre a situação, tentando mostrar o porquê das ações policiais e os motivos que levaram a tudo isso? Simples, não teriam audiência. Portanto, utópico.

Parece impossível dizer ao povo, por exemplo, que caso essas pessoas, que entram para o tráfico, pudessem ter mais oportunidades de inserção social durante a vida, talvez a polícia não estivesse ocupando os morros cariocas neste momento. Por que o garoto que nasce no morro vai dedicar uma década da vida aos estudos se os poucos que fizeram o mesmo, que ele conhece, não conseguiram deixar o morro e continuam vivendo na miséria? Melhor entrar para o esquema que financia a vida nas comunidades. Mesmo sabendo da baixa expectativa de vida para quem entra para o tráfico, quem sabe o garoto não possa desfrutar alguns anos de conforto e prazer. Infelizmente, o tráfico ainda é muito sedutor para o jovem pobre, quando comparado às oportunidades que lhe são oferecidas na vida.

Outro ponto de discussão, também aparentemente impossível de se levantar, é quanto à validade da legalização das drogas. Tentar conscientizar a população de que o usuário de drogas é mal aceito pela sociedade, de que a droga é ruim e faz mal, é cada vez menos eficiente. Enquanto o único meio de se adquirir a droga for o próprio tráfico, a guerra civil no Rio continuará. Porém, uma discussão sobre uma suposta legalização seria uma verdadeira afronta às tradições, o que impossibilita a abordagem da questão na grande mídia. Além disso, para os vampiros, mais vale o espetáculo da guerra.

O brasileiro, refém do sistema, refém da corrupção, refém do tráfico, é, também, refém de quem fornece informação. Discutir o problema não é lucrativo, não vende. Assim, o cultivo à ignorância - que proporciona o crescimento de alguns meios de comunicação e, principalmente, de todos os outros fatores dos quais o Brasil ainda é refém - se eterniza em um horizonte em que pouco se vê possibilidade de melhora.

Trânsito assistido

Pra entender um pouco melhor o trânsito paulistano, a causa de todo o caos e descobrir soluções para a questão, rola no Youtube um vídeo muito legal com direção de Rodrigo Astiz. Inicialmente reproduzido no Discovery Channel Latin America, na web o vídeo é dividido em quatro partes. Com o título de "O futuro do trânsito em São Paulo", o documentário mostra cenas cotidianas do engarrafamento que sofrem os paulistanos, estuda as pricipais vias da cidade e seus entupimentos, entrevista experts no assunto, como o gerente de operações da CET Gilson Grilli, e confirma que todos os clichês repetidos de maneira exaustiva e defendidos como solução para o trânsito (investimento em transporte público, aderência populacional a este transporte, locomoção alternativa) são cabíveis, pertinentes e realmente necessários.

Segue link para a parte 1 do doc:
http://www.youtube.com/watch?v=k8j_G0eVI_s

@utopiaeco

“O herói faz o que deve ser feito” | Revista Alfa

“O herói faz o que deve ser feito” | Revista Alfa

Sem fronteiras » Rio de Janeiro: a hora da desassociação criminal.

Sem fronteiras » Rio de Janeiro: a hora da desassociação criminal.

2010-11-27

Excitação feminina ocorre por meio do consumismo

As mulheres podem exercer livremente sua vaidade que é dominada pela vontade de se excitarem ao provocar o desejo masculino. Elas podem fazer uso de todos os recursos conhecidos com este intuito: cuidar do corpo, do peso, da pele e dos cabelos. Para tanto, são estimuladas por uma publicidade que sempre promete melhores resultados no processo de sedução.

Passam, assim, a desejar os objetos capazes de aumentar seus poderes: sapatos provocantes, trajes de praia que exibem o máximo do corpo bem trabalhado pelos exercícios físicos praticados com o máximo afinco, roupas de noite decotadas que exibirão seus seios recém-"reformados", e assim por diante.

Não desejam os homens, mas se excitam muito ao provocar o desejo deles, de modo que anseiam pelos objetos e recursos capazes de aumentar o prazer que deriva do bom resultado aos olhos deles. Surge assim um enorme apetite consumista pouco conhecido há algumas décadas - em parte até por falta de objetos a ser consumidos.

A vontade de comprar adornos capazes de ativar ainda mais o desejo masculino é um importante fator de excitação para as mulheres. Elas sentem atração por tais objetos, ou seja, querem ser apropriar deles, tê-los próximos do corpo.

É evidente também que o desejo de aquisição de bens de consumo transbordou de longe esse aspecto da nossa psicologia, de modo que foram agregados bens que definem status e condição social, tais como bolsas, relógios e outros objetos que provocam pouco interesse nos homens - mas despertam a inveja das outras mulheres.

Certamente temos assistido a um significativo aumento do consumismo também por parte dos homens, empenhados em uma disputa que envolve principalmente os chamados "bens de posição" na escala social.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/787683-excitacao-feminina-ocorre-por-meio-do-consumismo-livro-sobre-sexo-toca-em-tabus.shtml


"Sexo"
Autor: Flávio Gikovate

A eterna luta contra os programas para baixar músicas de graça

Por Cultura Cidadã


Os programas para baixar música que utilizam a tecnologia P2P, peer-to-perr (pessoa a pessoa),

são os grandes inimigos das gravadoras e dos músicos. Através do compartilhamento gratuito de conteúdo, os direitos autorais são deixados de lado e a industria musical (aqui incluo desde corporações e distribuidoras à artistas) perde dinheiro. Tem-se, então, uma disputa de grande porta, possibilitada pelo advento da internet.


Qualquer pessoa que tenha tentado abrir seu LimeWire (Software gratuito que compartilha arquivos P2P) a partir do dia 26 de outubro de 2010 deparou-se com o seguinte aviso: "LimeWire esta sob uma ordem judicial datada de 26 de outubro de 2010, que ordena a interrupção da distribuição do Software. Nós ficamos cientes, recentemente, a respeito de aplicações não autorizadas utilizando o nome do LimeWire na internet. Exigimos que todas as pessoas que utilizem o software LimeWire, o nome, ou a marca para baixar ou fazer downloads de obras protegidas desistam de fazê-lo. Além disso, queremos lembrá-los de que o upload e o download não autorizados de obras protegidas é ilegal."


Em maio a LimeWire, que completava já dez anos de existência, foi considerada responsável por violação de direitos autorais, 5 meses depois recebeu a ordem judicial para encerrar seus serviços. Os clientes do programa compartilhavam arquivos, sendo, por esse motivo, acusados de facilitar a infração de direitos autorais.


A RIAA (Recording Industry Association of America) é um grupo de renome que representa a industria de gravação dos Estados Unidos, é formada quase em sua totalidade por en-

tidades particulares, como selos de gravadoras e distribuidores, os quais representam em média 85% de toda a produção musical dos EUA. A associação se envolve em diversas ações judiciais contra infratores de direitos autorais, com o objetivo de defender seus associados, e portanto, em beneficio próprio. Em resumo, os propósitos, de maior importância, declarados pela RIAA são: 1. proteger os direitos de propriedade intelectual internacional dos membros associados; 2 monitorar as leis federais e estaduais de direitos autorais; Entre os grupos representados pela RIAA estão: BMG, Capitol Records, Columbia Records, MTV, Sony, Universal Records, Warner.


O MP3 como uma tecnologia diferente de armazenamento de música não causa problemas, a oposição de todas as gravadoras e participantes da industria musical se dá para com a forma como ele é utilizado. A livre distribuição e o infinito número de copias feitas a partir desse MP3 são seus maiores inimigos.

Para a RIAA, o encerramento do LimeWire

simboliza o fim de uma batalha iniciada no ano de 2006. Além deste, já foram

legalmente fechados programas como KaZaA e eDonkey. A vitória não se resume apenas à esses fechamentos, a LimeWie ainda corre o risco de perder bilhões de dólares por indenizações.


O questionamento que cabe fazer é: as pessoas que baixavam música ilegalmente através desses programas vão parar de consumir esses conteúdos não autorizados? Acredito que não. Diante da sociedade tecnológica em que vivemos, seria utópico lutar contra essa situação. São poucas as pessoas que ainda compram CD's, a grande maioria arranja um jeito de baixá-las pela internet. Não faço aqui uma crítica, até porque sou uma dessas raras pessoas que ainda sentem prazer em ter os CD's verdadeiros em mãos, estou apenas sendo realista. O grande embate acontece devido ao não amadurecimento da lei, e sua não convergência com o mundo da web.