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2010-11-10

Panfletagem eleitoral

Agora um pouco de cidadania na editoria de esportes. Esta é uma reportagem produzida por alguns dos integrantes da editoria para aula de videojornalismo. Fala um pouco sobre os problemas causados pelapanfletagem eleitoral

Editoria de esportes ( siga-nos no twitter @esportecultural)

2010-10-13

A validade das pesquisas eleitorais



As pesquisas referentes ao primeiro turno das Eleições 2010 apresentaram resultados muito distantes dos alcançados, o que gerou uma preocupação e um espanto dos eleitores. Será que estamos diante de uma manipulação de dados?

O Ministério Público Federal está investigando os institutos de pesquisas e as pesquisas divulgadas. A indignação e a decepção com a nossa política se tornam cada vez maior. Uma vez queos próprios candidatos já denunciaram que estão usando pesquisas fajutas para influenciar o voto do eleitor, principalmente no interior, qual é o verdadeiro objetivo das pesquisas?

Elas começaram a serem divulgadas bem antes das eleições e foram responsáveis por influenciar muitos votos. Agora a questão é, em que momento as pesquisas beneficiam os eleitores? Partindo do princípio de que o voto é secreto, não deveríamos saber em quem a maioria da população irá votar, isso não interessa.

Na realidade o que interessa e foi pouco divulgado são as propostas dos candidatos a cargos eleitorais. O voto deve ser extremamente individual e pessoal, não é algo que deve ser decidido coletivamente ou de acordo com o que a maioria quer. É algo que deve condizer com o que você quer.

O engraçado é que as pesquisas se valem da mídia, que teoricamente é um instrumento que reflete a liberdade de expressão, para induzir a opinião dos eleitores, atitude completamente anti democrática. Essa informação chega às casas das pessoas, que começam a mudar de ideia, de acordo com os resultados estimados.

Chega o dia da votação e saem os verdadeiros resultados. A conclusão é chocante: as pesquisas erraram, e erraram feio. As pesquisas para a Presidência apontam erros acima dos dois pontos, para cima ou para baixo nas margens de erro, que superestimaram a performance da candidata Dilma Rousseff (PT) e subestimaram especialmente a candidata Marina Silva (PV). Até o candidato eleito para o cargo de senador por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) estava fora da disputa, de acordo com as pesquisas. Além desses, tiveram muitos outros erros.

Os analistas e os próprios institutos apontam vários motivos para os erros das pesquisas, como as metodologias de que, por serem restritas ou focarem em grupos e regiões específicas, não captam com exatidão as preferências eleitorais do país.

Mas de qualquer maneira, é necessário que o eleitor reflita sobre a diferença que a existência das pesquisas eleitorais faz para ele. Será que é mais importante conhecer os candidatos ou saber quem está na frente?


[Este post foi publicado pela editoria de consumo e publicidade. Siga-nos no Twitter: @novermelho_ ]



2010-10-05

Veracidade e abolição das pesquisas eleitorais




Por André Bontempo.

O humorista Tirirca estava apontado para ganhar algo em torno de 900.000 e 1.000.000 de votos, já garantindo sua eleição, mas o palhaço foi mais longe e obteve votação recorde na história só perdendo para o falecido deputado Dr. Enéas Carneiro (mais de 1,5 milhões de votos). Outras previsões tiveram erros grosseiros como a provável vitória do vereador Netinho de Paula ao cargo de senador. O ex-apresentador ficou em terceiro lugar na disputa enquanto o rival Aloysio Nunes crescia chegando ao final da apuração com mais de 30% dos votos válidos.

Para a presidência e governos novas surpresas. Dilma Rousseff não venceu no primeiro turno, mesmo com toda ajuda do popular presidente Lula, Serra ficou com mais de 30% e Marina quase chegou a 20% surpreendendo até mesmo seus partidários verdes. Sua candidatura não cogitava ultrapassar os 14% do eleitorado.

Em diversos estados a popularidade de Lula atendeu as expectativas eleitorais, porém em outros seu apoio não foi fundamental e seus candidatos ficaram em segundo ou terceiro lugares. Foi o caso de Mercadante no estado de São Paulo, embora o ex-senador também tenha superado as pesquisas ultrapassando os 35%.

Sempre foi comum erros nas pesquisas eleitorais. Em alguns casos são erros propositais, porém na hora da apuração percebemos que a realidade era outra. Há quem defenda a abolição da pesquisa eleitoral, acham de extrema tendência, prejudicam candidatos menores e por seu caráter não refletir a verdade não deveria ser divulgada. Outros crêem na sua importância para impedir fraudes entre outros ataques a democracia.

O que é inegável nestas eleições foram essas disparidades, surpreendentes até para muitos analistas políticos. Talvez as pesquisas deveriam mesmo ser proibidas em defesa de uma democracia mais consistente ou, ao menos, não divulgadas pela mídia deixando o interesse apenas aos partidos políticos que contratassem os institutos. Vamos agora, no 2° turno, conferir os novos resultados.

Grupo Polítikos: André Bontempo, André Biernath, Carlos Carrer, Júlia Boarini, Mariana Santarém, Pedro Moutropoulos e Rafael Albuquerque

2010-10-04

Política F.C

Por Lucas Bueno


A vida no esporte de alto nível é curta e intensa. Um dos momentos mais delicados da carreira dos desportistas se dá quando esses decidem pela paralisação de suas atividades no esporte, por motivos diversos: contusões, incapacidade técnica ou pela idade. A maioria dos atletas, principalmente no futebol, alegam não saber fazer outra atividade, por isso a dificuldade de abandonar suas carreiras.
Alguns dos mais renomados esportistas do Brasil ocupam seu tempo vago após a “aposentadoria” ingressando na vida política. Eles não pensam duas vezes para voltarem à vitrine, só que desta vez do lado dos engravatados.
Romário, Bebeto, Roberto Dinamite, Dinei, Vampeta, Marcelinho Carioca, Darlei, Marques, são alguns jogadores que concorreram nesta eleição de 2010.

O ex-ídolo nacional, o camisa 11, Romário, autor de mais de mil gols, candidatou-se ao cargo de deputado federal no estado do Rio de Janeiro, pelo PSB, e conquistou 146.859 votos, garantindo sua vaga na Câmara.
O gaúcho Darlei, goleiro gremista, destaque na década de 90, elegeu-se deputado estadual no Rio Grande do Sul, com 173.787 votos. Migrando do Sul para o Sudeste brasileiro encontramos o caso mais curioso das eleições dos esportistas. Os mineiros elegeram para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado, o ex-jogador e ídolo incontestável da equipe do Atlético-MG, Marques. O interessante nessa história é que o jogador abandonou os gramados no dia 19 de maio de 2010, a menos de seis meses das eleições e já encontrou outra ocupação para sua vida. Com 153.225 dos votos representará o PTB entre os deputados.
Folclóricos jogadores corinthianos, como Vampeta e Dinei, não conseguiram quantidade de votos considerável para elegerem-se.

Os demais esportes também foram representados nessas eleições. O ex-pugilista Popó, dono de quatro cinturões da Organização Mundial de Boxe, tentou uma vaga para deputado federal na Bahia. Conseguiu 60.216 votos, mas não o bastante para conquistar uma vaga. Nas piscinas, Rebeca Gusmão, que foi suspensa do esporte por casos de doping, almejou uma vaga para deputado distrital do Distrito Federal, mas conseguiu apenas 437 votos.
Todos esses números provocam uma pergunta. Por que tantos ex-atletas têm o interesse de serem políticos e muitos deles são eleitos?
A sociedade brasileira exalta excessivamente os atletas, principalmente, os futebolistas. Eles são colocados em uma posição superior, todos seus atos e feitos são ampliados, observados e analisados. Muitos são utilizados como exemplos de homens a serem seguidos. Quando chegam as eleições esses “astros” utilizam suas imagens para conquistarem milhares de votos. Essa ação marqueteira é eficiente, porque uma grande parcela dos eleitores não consegue ainda dissociar a “pessoa civil” do esportista. Votam pelos jogos, gols, títulos, marcas e se esquecem das propostas do candidato.
A explicação para esse fenômeno da eleição dos desportistas ainda é confusa, mas eles já iniciaram a vida política como todos os outros políticos, prometendo, prometendo e prometendo.