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2010-12-05

Terça-feira decisiva para o chefão do futebol brasileiro

Após as denúncias da BBC de que o presidente da CBF, e responsável pela organização da Copa do Mundo de 2014, teria recebido propina de patrocinadores através de uma organização de fachada chamada Sanud, a empresa, com sede em Lichtenstein, volta a trazer preocupações para o cartola.

Nessa terça-feira, 7, será julgado o habeas corpus para que uma denúncia do Ministério Público contra Teixeira seja trancada. No dia 7 de maio de 2008, o MPF do Rio fez uma acusação ao cartola por “lavagem de dinheiro, crime financeiro nacional e crime tributário”, que foi acatada pela Justiça. Os crimes teriam sido realizados através da Sanud.

A denúncia do MPF foi feita com base em dados de relatórios da CPI do Futebol, de 2001, que indicam que cerca de 3 milhões de reais saíram da Sanud para o bolso de Ricardo Teixeira. Seus advogados, no entanto, negam que o presidente da CBF seja proprietário da empresa.

Ainda sobre as acusações feitas pela BBC, o Senador Álvaro Dias, ex-presidente da CPI do Futebol, disse à BBC Brasil que devem ser verificadas pelas autoridades brasileiras: "Tem de haver uma movimentação por aqui. Essas denúncias são novas, precisamos analisá-las".



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O programa da BBC sobre as irregularidades da FIFA, que trouxe as acusações contra Teixeira, dividido em dois blocos:


Entrevista com Pepe, o "Canhão da Vila"

Por Eduardo Ribeiro, Rafael Regis e Lucas Bueno,
da editoria de esportes

Que tal um pouco de história na editoria de esportes?

Mais um vídeo feito na aula de videojornalismo. Esta é uma entrevista realizada com o ex-jogador do Santos, Pepe.
Ele era conhecido como o "Canhão da Vila", devido à potência de suas cobranças de falta.

Durante a entrevista ele conta diversas histórias interessantes sobre seus tempos de jogador, vale a pena conferir.



2010-12-03

III Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural - Itaú Cultural




Itaú cultural
convida
pRINCÍPIOS iNCONSTANTES, p//i
III Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural
Data: 8 quarta, 9 quinta e 10 sexta de dezembro / Entrada franca
Horários: sempre duas sessões por dia: 17h30 e 19h30
Local: Itaú Cultural - Av. Paulista, 149 [metrô Brigadeiro - São Paulo-SP


pRINCÍPIOS iNCONSTANTES, p//i, é o nome da terceira edição do Seminário Internacional Rumos de Jornalismo Cultural. O seminário vai colocar na pauta de seu debate a prática do jornalismo frente às importantes transformações culturais vindas das tecnologias digitais. Isso por que é tarefa urgente considerar e valorizar as especificidades do jornalismo cultural e seu poder de atuação na sociedade. Reconhecer que a cultura ocupa, atualmente, um lugar estratégico no cotidiano das pessoas, amplia as potencialidades críticas do jornalismo cultural, que assim pode ser exercido como elo entre as diversas esferas sociais, inclusive a política.
Representantes da The New Yorker, The Guardian, UbuWeb, da Associação de Internacional de Pesquisadores da Internet (Aoir) e do MIT, Revista Época, Folha de S.Paulo, Scream & Yell entre outros importantes veículos e coletivos estarão presentes no Seminário.
O evento conta com a curadoria da jornalista Rachel Bertol, jornalista, colaboradora do jornal Valor Econômico para o suplemento cultural. Trabalhou para o suplemento literário do jornal Le Monde e no jornal O Globo durante 15 anos, dos quais 9 no suplemento de livros. 
Sobre as publicações do programa Rumos Jornalismo Cultural, edição 2009-2010
Na primeira noite do evento - dia 8/12 - após às mesas, serão lançados três publicações e distribuídas gratuitamente para todos que participarem dos debates, nesta noite.
São elas: a revista pRINCÍPIOS iNCONSTANTES, que reflete sobre os princípios e as necessidades (e oportunidades) de reinvenção do jornalismo cultural em função das novas tecnologias e mutações do trabalho do jornalista; o Mapeamento do Ensino de Jornalismo Digital no Brasil em 2010 um estudo original e inédito do estado da formação do jornalismo digital no País, resultado do trabalho dos professores selecionados pelo programa Rumos Jornalismo Cultural 2009-1010 e a :singular2, publicação multimídia que apresenta as reportagens produzidas pelos estudantes selecionados pelo programa Rumos, durante as atividades do Laboratório On-line de Jornalismo Cultural do Rumos Jornalismo Cultural.

PROGRAMAÇÃO  [mais informações no site http://www.itaucultural.org.br/. No final desta mensagem, informações sobre Certificados e organização do evento]

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A Partida da Morte

Pedro Sciarotta

Uma triste história do esporte que nos faz pensar sobre os direitos do cidadão e a história em que vivemos.


O Começo

O dia 22 de junho de 1941 está marcado na história. Foi quando Hitler começou a Operação Barbarossa, quebrando o pacto de não-agressão com a União Soviética. Os alemães rumaram para Kiev, na Ucrânia, e Minsk, na Bielorrúsia, dois países que faziam parte do regime "socialista". Os soviéticos foram pegos de surpresa, e não conseguiram evitar que em poucos dias as duas cidades fossem tomadas pelos nazistas.

Só em Kiev, foram capturados mais de 600 mil soldados soviéticos, logo abrigados em condições precárias. Os prisioneiros "inofensivos" puderam voltar a viver na cidade, agora tomada pelos alemães. E assim foi o caso de 8 jogadores do Dynamo Kiev, vivendo sem abrigo e sem comida nas ruas ocupadas.




Kiev destruída após o ataque nazista
Nossa história começa com Iosif Kordik. Kordik possuía ascendência alemã, e por isso era gerente na Padaria Nº 3 da cidade ocupada. Certo dia, ele encontrou o "gigante" Nikolai Trusevich, ex-goleiro do seu time Dynamo Kiev, andando pela cidade. Decidiu contratá-lo para a padaria, dando abrigo e comida para seu ídolo.

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Bullying – o mal das escolas

Em pleno século XXI, é deprimente afirmar que ações intimidadoras no ambiente escolar estão cada vez mais em pauta. Todos os dias, alunos do mundo inteiro sofrem com algum tipo de violência que é, muitas vezes, disfarçada na forma de ‘’brincadeira’’.

Os atos violentos que são cometidos em diversos ambientes, atualmente, são discutidos e divulgados através do termo ‘’bullying’’. Este post, no entanto, tem a intenção de enfatizar a violência que ocorre nas escolas, onde há muito tempo atrás o bullying vem sendo cometido, porém, de forma dissimulada. Com o passar do tempo, essa situação foi ganhando proporções assustadoras e, atualmente, é impossível fingir que tudo não passa de uma ‘’brincadeirinha’’.

Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados, geralmente, por pessoas desequilibradas. A palavra bullying, portanto, trata do isolamento intencional, dos apelidos maldosos, da amplificação dos defeitos estéticos, do amedrontamento, das gozações, extorsão de bens pessoais, imposição física para obter vantagens, passando pelo racismo e pela homofobia. Os alvos, geralmente, são os alunos que fogem dos padrões comuns à turma e que, por medo ou vergonha, sofrem em silêncio, situação que torna a vida escolar uma experiência traumatizante.

Estudos recentes mostram que esse comportamento pode ocasionar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico das vítimas de bullying, que vão desde queda de auto-estima até tragédias como o suicídio. Enquanto os autores dessa prática podem desenvolver comportamentos de risco, atitudes delinqüentes ou criminosas e acabar tornando-se adultos violentos.
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Durante a vida escolar é comum testemunharmos ou, até mesmo, sermos vítimas de risadinhas, fofocas e apelidos. Professores, pais e alunos, muitas vezes, não se importam muito com esse tipo de comportamento que está longe de ser inocente. Não é difícil encontrar exemplos de casos em que esse tipo de violência tenha acarretado conseqüências graves no Brasil. Outra preocupação é o fato de que essa prática está atingindo faixas etárias cada vez mais baixas, como crianças nos primeiros anos escolares e, com o avanço da idade dos alunos, esse comportamento tem tendência a aumentar. Desse modo, é importante ressaltar que se a escola não toma providências, o ambiente fica contaminado e os alunos são afetados negativamente. As crianças e os adolescentes que passam por essa situação podem crescer com problemas de relacionamento e desenvolver comportamentos agressivos.

Com esse cenário presente na grande maioria das escolas, resta a pergunta: ''O que fazer para eliminar o bullying?'' Esta é uma questão difícil de ser respondida, porém, algumas escolas já adotam projetos pedagógicos que possuem medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying. Reuniões e palestras devem ser realizadas regularmente entre pais, professores e alunos. É extremamente necessário que a escola e os estudantes (agressores, vítimas e testemunhas) atuem como uma força conjunta para que esse mal, que assola tantas crianças e adolescentes, seja combatido rapidamente.

2010-11-29

Reforma Verde



 Estamos carecas de saber que pensamento ecológico não é o forte do brasileiro. Fico me questionando, na realidade, qual seria o motivo de tamanho desleixo com nossas cidades. Afinal, a primeira coisa que deveríamos fazer seria nos preocupar com nosso tão rico meio ambiente e levantar a bandeira verde para cuidar de nosso país.

 Todos os dias nas ruas de São Paulo a coisa mais fácil que há é se deparar com atitudes que vão contra qualquer mínima noção não apenas de ecologia como de pura cidadania. É claro que jogar um papel na rua, mesmo com uma lixeira a menos de 5 metros de distância, é muito mais rápido e fácil, sempre com a lei do mínimo esforço prevalecendo.

 Este exemplo, sem dúvidas, é o mais simples e corriqueiro. Porém existem inúmeros outros tão graves quanto que nos deparamos todos os dias e na maioria das vezes nem paramos para pensar no que está acontecendo. Tentar economizar água, reciclar o lixo e sair de carro o menos possível são coisas que nem ao menos passam pela cabeça de muitos.

 A questão é: qual o real motivo de tanta falta de sensibilidade? Para mim, tudo deve começar, lógico, em casa. Mas como isso não acontece, o mínimo seria começar dentro das salas de aula, em todas as escolas brasileiras. O problema é que esta noção de educação ecológica é esquecida até nas escolas conceituadas como “nota 10”.


 Na minha própria educação escolar, me lembro de poucas vezes em que me passaram problemas ecológicos ou que algum professor tenha trabalhado algo como “cuide do meio ambiente”. Passaram sim, claro, mas não do jeito que deveria ser feito. Parecia mais algo superficial, de segundo plano. Matemática sempre foi mais importante.


 É chegado o momento de se haver nesse país uma verdadeira virada de mesa, uma reversão completa de valores vigentes. Está mais do que na hora dos nossos governantes elaborarem um abrangente plano sócio-educativo, que abarque diversos setores da sociedade civil de forma a realizar essa importante tomada de consciência. No capitalismo globalizado a mudança deve ser rápida e abrangente, indo das escolas públicas e privadas até verdadeiros mutirões de informação e conscientização. Chega de ensinar matérias herméticas da ciência clássica para nossas crédulas crianças. Devemos relacionar o aprendizado sempre aos temas ambientais, de forma a dotá-lo de sentido prático, e assim começarmos a construir a nossa sociedade que queremos no futuro, que é, cada vez mais, uma sociedade justa, igual, e – sobretudo – verde !


Aline Aurili, Cora Rodrigues, Marília Marrafon e Marina Ribeiro

2010-11-28

Rio é prato cheio para vampiros da mídia


Nesta semana, o Rio de Janeiro virou palco de uma guerra civil envolvendo a polícia e os traficantes de drogas, que dominam as regiões das comunidades carentes no estado. O conflito entre as partes já ocorre há anos e não era novidade, mas as fortes imagens produzidas pela ocupação das comunidades pelas forças militares - por meio de veículos que mais se parecem com verdadeiros tanques de guerra - deram à mídia sensacionalista uma nova mina de ouro, um novo artifício para explorar o telespectador.

Algumas emissoras, particularmente interessadas na guerra contra o tráfico de maneira mais intensa, elaboraram uma nova grade de programas, dando maior tempo a atrações policiais que se sustentam à base de sangue. No decorrer das investidas policiais, a cada tiro disparado, uma nova chamada no rodapé do televisor e uma nova tomada aérea. Está montada a sociedade do espetáculo. A novela, vista em horário nobre, ficou esquecida. Para que ver a ficção se a novela da vida real, ali, perto de você, é mais divertida?

O resultado da espetacularização desta verdadeira guerra civil entre traficantes e polícia militar no Rio de Janeiro não poderia ser diferente. Telespectadores, mesmo vendo a mesma temática por horas, o dia inteiro, são vítimas da forma como lhes são apresentadas as informações. Enquanto a situação completamente absurda no Rio poderia levar pessoas a refletirem sobre as verdadeiras causas, as verdadeiras formas de combater tamanho problema, a televisão - meio de entretenimento do brasileiro - faz da guerra uma nova atração. E se, ao invés de apresentadores sedentos por disparos de fuzis, os programas levassem ao público debates sobre a situação, tentando mostrar o porquê das ações policiais e os motivos que levaram a tudo isso? Simples, não teriam audiência. Portanto, utópico.

Parece impossível dizer ao povo, por exemplo, que caso essas pessoas, que entram para o tráfico, pudessem ter mais oportunidades de inserção social durante a vida, talvez a polícia não estivesse ocupando os morros cariocas neste momento. Por que o garoto que nasce no morro vai dedicar uma década da vida aos estudos se os poucos que fizeram o mesmo, que ele conhece, não conseguiram deixar o morro e continuam vivendo na miséria? Melhor entrar para o esquema que financia a vida nas comunidades. Mesmo sabendo da baixa expectativa de vida para quem entra para o tráfico, quem sabe o garoto não possa desfrutar alguns anos de conforto e prazer. Infelizmente, o tráfico ainda é muito sedutor para o jovem pobre, quando comparado às oportunidades que lhe são oferecidas na vida.

Outro ponto de discussão, também aparentemente impossível de se levantar, é quanto à validade da legalização das drogas. Tentar conscientizar a população de que o usuário de drogas é mal aceito pela sociedade, de que a droga é ruim e faz mal, é cada vez menos eficiente. Enquanto o único meio de se adquirir a droga for o próprio tráfico, a guerra civil no Rio continuará. Porém, uma discussão sobre uma suposta legalização seria uma verdadeira afronta às tradições, o que impossibilita a abordagem da questão na grande mídia. Além disso, para os vampiros, mais vale o espetáculo da guerra.

O brasileiro, refém do sistema, refém da corrupção, refém do tráfico, é, também, refém de quem fornece informação. Discutir o problema não é lucrativo, não vende. Assim, o cultivo à ignorância - que proporciona o crescimento de alguns meios de comunicação e, principalmente, de todos os outros fatores dos quais o Brasil ainda é refém - se eterniza em um horizonte em que pouco se vê possibilidade de melhora.

Trânsito assistido

Pra entender um pouco melhor o trânsito paulistano, a causa de todo o caos e descobrir soluções para a questão, rola no Youtube um vídeo muito legal com direção de Rodrigo Astiz. Inicialmente reproduzido no Discovery Channel Latin America, na web o vídeo é dividido em quatro partes. Com o título de "O futuro do trânsito em São Paulo", o documentário mostra cenas cotidianas do engarrafamento que sofrem os paulistanos, estuda as pricipais vias da cidade e seus entupimentos, entrevista experts no assunto, como o gerente de operações da CET Gilson Grilli, e confirma que todos os clichês repetidos de maneira exaustiva e defendidos como solução para o trânsito (investimento em transporte público, aderência populacional a este transporte, locomoção alternativa) são cabíveis, pertinentes e realmente necessários.

Segue link para a parte 1 do doc:
http://www.youtube.com/watch?v=k8j_G0eVI_s

@utopiaeco